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Evento climático extremo assola o Rio Grande do Sul

Por Mario Magalhães, de Passo Fundo (RS)


Porto Alegre alagada com a cheia do lago Guaíba. (Crédito: PMC de Porto Alegre)


O Brasil acompanhou nestas últimas semanas a maior tragédia climática já ocorrida no Rio Grande do Sul. Em menos de 15 dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), choveu o mesmo que a quantidade esperada para 5 meses em todas as regiões do estado. É o segundo ano consecutivo que o estado passa por chuvas extremas, capazes de causar a subida dos níveis dos rios, o alagamento de cidades e o deslizamento de terra, impactando na vida de milhões de pessoas.

 

As chuvas iniciaram nas regiões da serra, vale do rio Taquari, que já havia sido devastada pelas chuvas em setembro de 2023, e no vale do rio Pardo. Com as cheias dos rios destas regiões, ocorreu o alagamento de diversas cidades. Dentre as mais atingidas estão Santa Tereza, Sininbu, Venâncio Aires, Encantado, Estrela, Lajeado, Roca Sales, Muçum, Arroio do Meio e Cruzeiro do sul.

 

Segundo a meteorologista Ana Carolina Pereira, as chuvas excessivas foram combinadas devido a fatores tais como: chuva acumulada no estado, uma massa de ar quente no centro do país, que impediu o avanço da frente fria, o corredor de umidade vindo da Amazônia que intensificou as chuvas, e a influência do El Niño, que aquece as águas do oceano pacífico e fez com que a instabilidade ficasse sobre o RS.


Maior que 1941

 

No dia 3 de maio, as águas no lago Guaíba, que margeia Porto Alegre, superaram a marca de 4,77 metros da enchente histórica de 1941, chegando até 5,33 metros. O fenômeno fez com que ocorresse o alagamento de bairros dos municípios da região metropolitana da capital gaúcha, inundando lugares como o aeroporto Salgado Filho e a rodoviária.

 

Conforme dados do governo do RS, até o dia 11 de maio, 445 dos 497 municípios do estado foram atingidos, o que corresponde a 89% das cidades. Mais de 2,3 milhões de habitantes foram afetados pelas enchentes. Os dados oficiais divulgados apontam, até o momento, 756 feridos, 125 desaparecidos e 136 mortes. Também registra-se 339.925 pessoas desalojadas e 71.398 pessoas em abrigos. Foram resgatadas mais de 70 mil pessoas e mais de 10 mil animais. O apoio conta com 27.589 pessoas, 4.398 viaturas, 41 aeronaves e 340 embarcações.

 

Orientação: Professor Guilherme Carvalho


Mario Magalhães é estudante de jornalismo da Uninter, mestre e bacharel em geografia pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e especialista em perícia e auditoria ambiental pela Uninter.

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